Diferentes, porém, iguais nas diferenças
A história da educação nos mostra que o ser diferente ou especial sempre foi rejeitado de alguma forma, sendo excluído da escola, convívio social e mercado de trabalho, não sendo respeitados em seus direitos. Ainda hoje, após tantas discussões a inclusão ainda é confundida por alguns com a integração, que apenas insere o sujeito na escola a fim de que este se adapte a um sistema escolar já estruturado, mas sabemos que incluir é ensinar a todos indistintivamente, reconhecendo as diferenças e representando o mundo a partir das origens, valores e sentimentos de cada um.
É verdade que a escola que temos hoje é um modelo democrático, onde suas portas estão abertas a todos os grupos sociais, porém, ainda se encontra fechada aos novos conhecimentos. Muitas escolas ainda resistem à inclusão pela dificuldade de lidar com a complexidade da diversidade, tratando seus alunos de modo excludente no qual estabelece categorias como carentes, hiperativos, deficientes, agressivos e outras, dessa forma fica mais fácil gerenciar os diferentes grupos. Mas se queremos realmente promover a inclusão tanto na escola como no meio social, não é separando e classificando os grupos que conseguiremos o êxito, mas sim entendendo que somos todos iguais em nossas diferenças.
“As condições de que dispomos, hoje, para transformar a escola nos autorizam a propor uma escola única e para todos, em que a cooperação substituirá a competição, pois se pretende que as diferenças se articulem e se componham e que os talentos de cada um sobressaiam”. (MANTOAN, 2004)
A diversidade de fato existe e provém de vários contextos, onde os sujeitos possuem desejos, aspirações, valores e costumes, cada um com suas especificidades e é necessário que cada um tenha o direito de ser diferente de acordo com suas necessidades, para isso precisamos de ações educativas que visem o convívio com as diferenças e uma aprendizagem que faça sentido na vida do aluno, sendo subjetiva, mas construída no coletivo, onde a diversidade se une para trabalhar em grupo, valorizando as diferenças e ampliando as potencialidades de cada um.
Referências
MANTOAN; Maria. T. E. Direito a Educação. O direito de ser, sendo diferente, na escola. Conferência proferida no “Seminário sobre Direito da Educação”, realizado pelo Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal,
de 23 a 25 de junho de 2004, no auditório do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília-DF. Disponível em: <
http://www2.cjf.jus.br/ojs2/index.php/cej/article/viewFile/622/802 > Acesso em 12 de maio de 2012.
Imagens:
TOSCOMAN. Entendeu a Diferença?. Uol Mais. Disponível em: < http://mais.uol.com.br/view/2zvru5mkvgc1/entendeu-a-diferenca-04028D9A3366C0992326?types=A& >. Acesso em: 14 de maio de 2012.
AF22. Diversidade humana. O complexo da discriminação. Disponivel em: < http://progetovivalaraza.blogspot.com.br/2010/11/conflitos-da-discriminacao-no-mundo.html > Acesso em: 14 de maio de 2012.

Oi meninas? Visitamos o blog de vocês na forma de interagirmos e nos comunicarmos, aprendendo uns com os outros.
ResponderExcluirAbraçoss.ro,biga, lucinha e guega.